quarta-feira, 11 de novembro de 2009

“Apagão” – o “11 de Setembro” Brazuca



Durante o apagão de ontem, madruga afora (ou seria “adentro”?), fiquei deitado olhando para o céu, milhares e milhares de estrelas a mais do que normalmente podemos observar quando as luzes da cidade estão acesas, e viajando nos possíveis motivos que teriam provocado o imprevisto, e compartilharei a bobagem fruto da minha divagação aqui, para a infelicidade e debilidade mental de você, querida vít...quer dizer, querido leitor. Hehe. Eis la bagacita:


Enquanto nos USA o povo nova-iorquino padeceu sob a conspiração que levou ao chamado “11 de Setembro”, como o atentado de 2001 ficou popularmente conhecido, em 11 de novembro de 2009 o Brasil amanheceu no seu pós-apagão. É, apagão. O “Apagão” é o nosso “11 de Novembro”. Vai vendo... Coisa brazuca, né? Queria o quê?! E isso não é novidade alguma: já tivemos um desses há muitos e muitos anos atrás, numa mentalidade muito, muito distante, mas isso é passado e passado “non ecziste” [Pe. Quevedo mode ON].


Ok, o “day after” rolando, responsáveis dando suas explicações furadas e muito blábláblá, como sempre em terra brazuquis, mas o que ninguém fala é a verdade, pra variar...


E a verdade é que o continental blackout foi PROVOCADO POR UMA NAVE ALIENIGENA QUE PASSOU POR ITAPUÃ E DEU UMA DRENADA BÁSICA NA ENERGIA, VISANDO GARANTIR COMBUSTÍVEL DE VOLTA PARA SEU MUNDO ALIENIGENA (leia-se “louco como o nosso”). E o motivo? O que teria levado o irrepreensível ET que pilotava a nave a vir até nosso repugnante mundo mau, a ponto de precisar roubar nossa energia para voltar até sua casa? Que objetivo levaria um maluco de outras plagas a pegar sua caranga voadora, correr inúmeros riscos intergalácticos e (pior) americanos, somente para dar uma apagada geral no país do futuro que nunca chega? Teria ele parentes disfarçados vivendo aqui, entre nós? Teria o perspicaz extraterrestre algum objetivo específico que o trouxera a nosso mundo para uma breve sugada elétrica? Hahaha! (Desculpa, não deu, rachei aqui). Sim, teria – e teve – caro leitor. E o motivo? Pasme: O INTERGALACTICAMENTE ENVEREDADO RAPAZ ALIENÍGENA VEIO ATÉ A TERRA, ATÉ SEU MAIS PRECIOSO LUGAR, NOSSO QUERIDO BRASIL, PARA HOMENAGEAR SEU AMADO ÍDOLO, ZINA! Isso mesmo caro leitor! O extraterrestre veio até a Terra somente para uma breve e singela homenagem ao representante de toda a nação corintiana (sou são-paulino mas a verdade deve ser dita) e do povo brasileiro, Marcos da Silva Herédia, nosso querido e popular Zina.


Antes que você abandone esta humilde página que lhe entretém, completamente pau da vida com este que lhe escreve, deixe-me resumir o que ocorreu realmente e que a mídia nunca mostrará.


Visando realizar seu sonho de homenagear seu ídolo in loco, o nosso amigo extraterrestre roubou a nave de seu pai, quando todos em sua casa dormiam tranqüilos, e percorreu milhares e milhares de anos-luz até chegar a nossa querida goma brazilis, onde atingiu sua meta.


Em plena São Paulo, sobre o prédio mais alto do Brasil, o Mirante do Vale, o jovem ET pousou sua nave. Todos os que testemunharam estavam pasmos e ansiosos, só na expectativa. A nave pousa, luzes internas acendem. É nítido que uma porta começa a se abrir. Logo é possível notar o hominídeo caminhando em direção a ela, vindo por entre aquela intensa luz azulada. Multidão ensandecida lá embaixo, e o rapaz de outro mundo, muito parecido com os ETs do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, do Spielberg, desce da nave, tranqüilamente. Fica evidente que ele vai pronunciar alguma coisa. Gritos cessam lá embaixo. Todos atentos. Ele vai falar! Quando então, o contato tão esperado na história de nossa civilização ocorre:


O ET desce da nave, o silêncio toma o lugar do barulho. Todos prestando atenção. E o ET, extasiado, realiza seu sonho, bradando ao sair da nave:


– Ronaldo!

Extraterrestre e seu brado retumbante



Todos riem! Multidão novamente ensandecida, mas dessa vez feliz – o amigo de fora é dos nossos!


Perplexos com o entusiasmo e o conhecimento televisivo do garoto das estrelas, todos continuam observando a estranha figura, que após seu brado extasiado volta rumo à porta da nave, e antes de adentrá-la novamente, dando uma olhadinha pra trás, emenda:


– Brilha muito no Corinthians!


E então sobe na nave, liga a engenhoca, e vai embora, em velocidade indescritível. Antes disso, resolvera dar uma drenadinha em Itapuã para ao mesmo tempo garantir seu combustível de volta pra casa e causar algo que fizesse com que muitas pessoas saíssem às ruas naquele horário em que havia chegado até a Terra. E ele jamais será o mesmo após realizar seu sonho de vir até o Brasil e declamar publicamente o principal bordão de Zina, mesmo que isso tenha implicado em um pequenino inconveniente para alguns de nosotros a ca.


E essa foi a verdadeira história envolvendo esse último “apagão” brasileiro.


E encerro essa revelação mandando um salve pro nosso amigo alienígena!


Ronaldo!


Samuel Pelegrini


P.S.: Uma pequena ressalva: nosso amiguinho zinamaníaco não foi bem diretamente embora após realizar seu sonho, conforme diz a lenda: antes deu uma passadinha rápida na Xurupita, pegar um produtinho aspirável pra garantir o seu despertar durante o trajeto de volta. E quem nunca meteu o nariz onde não foi chamado que atire a primeira pedra. Ou seria primeira “peteca”? Ou primeiro “papelote”? Ou primeira "cápsula"? Rrrrsss! Ronaldo!


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Eu Não Concordo




Gibson® - best guitars and basses ever.



Rola uma coisa por aí, com a qual eu não concordo, e eu queria deixar isso bem claro, que é esse lance de padronização do roqueiro, em imagem, estilo de som e tudo mais, de acordo com essa empreitada atual das grandes gravadoras, que investem nesse pop rock emocional, geralmente adolescente, de hoje em dia.

Eu não concordo com a imposição do estilo de cabelo, que é um moptop tipo Beatles só que mais modernizado, mais fashion, que eu odeio, porque eu sou muito mais as velharias, e também não concordo com o visual, as roupas fashion (quando digo “fashion” me refiro à palavra no mau sentido mesmo), porque não tem nada a ver com a atitude roqueira, não concordo com os vocaizinhos todos tentando soar um igual ao outro, e aqueles falsetes ridículos, e também não gosto das guitarras de hardcore melódico usadas a serviço de uma música tão pasteurizada e feita apenas para visar prêmios televisivos marmelada, e gosto menos ainda dessa idéia completamente deturpada que essa máfia “musical” brasileira tenta impor, de esse tipo de “roqueiro” ser “a” imagem do verdadeiro roqueiro.

E também não gosto do fato desses pseudo-músicos pouco se importarem com o tipo de instrumento que estão usando, porque pra mim, se não for guitarra e contrabaixo da marca Gibson* e amplificadores e pedais valvulados, é um atentado contra a minha alma e eu prefiro morrer do que ouvir uma música feita por instrumentos que não sejam os bons e velhos baixos e guitarras Gibson, os lindos amps Orange e Marshall, pedais também valvulados como os clássicos Cry Baby e Fuzz Face, ambos da Dunlop, ou o Tube Screamer TS9, da Ibanez, por exemplo, e assim por diante. Não tenho nada contra os demais equipamentos, transistorizados e afins, mas eu particularmente não suporto música, principalmente o meu bom e velho rock’n’roll, que não seja feita com esses equipamentos mencionados. Claro que há exceções, como música contemporânea instrumental brasileira, por exemplo, que agrega elementos de jazz, de blues, de rock, de prog, de new age e tal - aí acho que vale tudo para que a cara do som fique o mais próximo possível do idealizado pelos músicos, então vale guitarras Giannini e etc., pra ter uma cara nacional mesmo, mais tropicalista, ou como queiram. Mas, no caso do rock’n’roll, acho que tem que ser com esses instrumentos que falei, e acho essa tentativa de padronização ridícula uma mutilação da alma do músico, que pode ter – e certamente terá – diferentes fases, diferentes etapas musicais que não podem ser reprimidas por causa desse esquema comercial nem por coisa alguma, seria uma mutilação da minha alma ter que me adequar assim, então eu sou totalmente contra isso.

É lógico que se o cara não tem condições de ter esses equipamentos de ponta, que são bem mais caros, é natural que ele use o que possa, de acordo com as possibilidades dele, o que ajuda a dar até uma cara própria ao som dele durante essa fase mais inicial. Mas, uma vez que ele já se encontra numa banda famosa e cheia da grana, é inconcebível que continue tocando com equipamentos que não sejam esses tops. É um atentado contra o rock’n’roll, contra a música em geral até.

Por isso que meus mestres na música são: o gênio dos gênios, o pai do rock, Arnaldo Baptista, e o lendário guitarrista Lanny Gordin, que pra mim está ali, no páreo com Hendrix – ou até mesmo acima, pelo menos em realização de vida e em harmonia está – como eterno deus da guitarra, e o John Lennon, influência obrigatória pra todos os roqueiros de verdade. Mas em primeiro plano coloco Arnaldo e Lanny. Porque eles falam a mesma língua que eu. O João Gilberto também, mas bossa nova não é a minha praia, e o João Gilberto às vezes é meio cuzão. E eu escrevo como antes do acordo ortográfico porque também não concordo com esse acordo, que é uma mudança que eu acho burra, e já expliquei a respeito num texto anterior.

E tem muito mais coisas com as quais eu não concordo, mas eu prefiro me restringir a falar apenas sobre as relacionadas à música, pra não desgastar as minhas mãos cuspindo merda em forma de longos textos negativos. Enough with the bad karma.

Samuel Pelegrini

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* Eu não tenho vínculo direto algum com a Gibson e não estou ganhando nada por isto.


sábado, 17 de outubro de 2009

Da Colher ao Cosmos






Aí esses dias eu estava a contemplar uma colher após uma sobremesa. Eu simplesmente fiquei absorto nela. Não tava pensando em mais nada, apenas contemplando a colher. Até que eu comecei a ver da perspectiva da colher. Eu era a própria colher. Eu e a colher, não havia distinção entre um e outro, ficou claríssimo não haver um e outro, é apenas Um só, como eu já havia realizado. Então eu fiquei algum tempo contemplando o exterior, da perspectiva da colher. Afinal, eu havia me tornado a própria colher, ou, em termos mais espiritualistas e inteligíveis aos brazucas, eu havia entrado na colher, então nada melhor do que curtir um pouco aquele momento colher. Hehe. “Puta, que massa! Eu era a colher! Que fantástico isso!”

Da perspectiva da colher a luz é mais reflexiva, se vê tudo com mais brilho, tudo mais reluzente, até mesmo o potinho da sobremesa, os móveis ao redor, tudo, tudo mais brilhoso. Ok que é uma observação um tanto quanto parada, porque ser colher é um tanto quanto parado ao menos enquanto não se está sendo utilizado, heh, então é uma existência meio que bem parada até mesmo pro meu gosto, mas é bem interessante, pelo menos uma vez na vida, por alguns minutos, como eu fiquei, ser colher pode ser uma experiência bem interessante.

Outra coisa interessante é a sensação toda. Obviamente não sentimos através do corpo e dos sentidos, e da mente - sentimos porque somos o Espírito, o Espírito sente, e no caso do corpo, que é um vestuário temporário, os sistemas nervoso e de peles e tudo mais relacionado aos sentidos são apenas como sensores para o físico, mas Aquele que sente está além do corpo, dos sentidos, da mente, até mesmo da existência individual. E mesmo enquanto sendo a colher, eu podia sentir tudo que quisesse, se prestasse atenção ao redor e a tudo, eu podia sentir tudo, o que fosse, conforme a minha própria vontade, conforme a própria consciência temporariamente observando tudo da perspectiva da colher que eu era.

Eu posso fazer isso da perspectiva da colher ou de qualquer outra criatura ou objeto que eu quiser, no instante em que eu quiser. Todos podem. Você pode se ver da perspectiva do seu pai, da sua mãe, do seu animal de estimação - seu cãozinho, seu gato, seja lá qual for seu amiguinho de estimação -, do seu vizinho, do seu melhor amigo, daquele que possa, nessa ilusão e temporariamente, se colocar como seu inimigo, do caixa do supermercado, do cara da padaria, etc. Você pode ver da perspectiva de uma caneta, do monitor de um computador, de uma parede, de um portão, de uma folha de papel, de uma árvore, da folha de uma árvore, de um inseto, de um cano, de uma bicicleta, de uma ave que passou no céu, de um avião, das pessoas dentro do avião, de uma nuvem, e assim por diante. Você pode ver da perspectiva de quem ou do que for, como e quando quiser, por que os corpos e os objetos são inúmeros, mas o Ser, Aquele que vocês chamam Deus, é Um só, sem um segundo. Você vê inúmeras criaturas e inúmeros objetos e pensa que são muitos, mas isso porque você está considerando as diferentes formas e os diferentes nomes apenas. Aquele que anima esses corpos e esses objetos é um só, do mesmo modo que a energia elétrica que acende as muitas lâmpadas de uma rede é uma só e a mesma para todas as lâmpadas, podendo variar de voltagem e potência, mas é a mesma energia elétrica colocando todas as lâmpadas pra funcionar. Os bulbos são meros corpos, meros objetos - uma vez que a energia não está neles são apenas objetos inertes. Assim também é a realidade da vida – as criaturas e a natureza e todos os objetos são inúmeros em nome e forma, mas em essência são Um e o mesmo.

Hoje em dia falamos todos em sustentabilidade, e essa visão correta do Um sem um segundo é a verdadeira base da sustentabilidade. Ao realizarmos que não somos “nós”, vários, mas somente Um, o Uno indivisível, se manifestando como inúmeras criaturas, e como todas as coisas da natureza e tudo que pode ser visualizado e tudo que não pode, enfim, como absolutamente tudo, então a consciência muda, evolui, porque deixa de ser consciência física e funcional, do pensar ser um indivíduo, um mero corpo, e de conseqüentemente se preocupar com coisas egóicas, e passa a ser consciência universal, Consciência Cósmica, Consciência Crística, Consciência de Krishna, Consciência Búdica ou Consciência de Deus, como queiram, e preocupada com coisas universais, muito mais importantes, essenciais – o que inclui as coisas simples, próximas, como pequenas boas ações que podemos realizar ao nosso redor. Encarar a cada criatura e a cada coisa como diferentes formas de si mesmo, ou de Deus – o Si Universal. É isso.

Compreender essa unidade na diversidade é o primeiro passo para o sucesso relacionado não somente à sustentabilidade como também a tudo na vida. Aprender a ver, a observar as coisas da perspectiva alheia, do próximo, daquele que, antes, de repente julgávamos, e agora, graças a esse verdadeiro antídoto para todos os males que é essa visão de unidade essencial entre todos, entre tudo, aprendemos a ver de outra maneira, com olhos compassivos e de amor. Passamos a realizar verdadeiramente aquilo que nossos avós e nossos pais nos ensinavam, de aprender a nos colocar no lugar das pessoas. Realizamos como tudo aquilo era de tamanha importância, assim como todo esse cuidado com o planeta atualmente, começando a ser conquistado a fórceps por parte da Mãe Natureza. Tudo aquilo, tão simples, que desprezávamos, e que agora somos obrigados e reconhecer de modo ligeiro que não era menos importante só porque era simples, muito pelo contrário, estamos vendo que o mais simples é o mais importante. “Quem me dera, ao menos uma vez/ Que o mais simples fosse visto como o mais importante” bem cantara o poeta. Eis o tempo em que o mais simples começa a ser visto com a devida importância.

Quando nos vemos da perspectiva do próximo, chegando ao faminto, ao necessitado, ao desamparado, ao esquecido pela lei arcaica como os animais e etc., etc. e etc., e procuramos verdadeiramente viver de modo condizente com essa consciência universal, então tudo passa a caminhar de modo natural, e tudo se nivela, se equilibra. Quando aprendemos a encarar toda e qualquer criatura e até mesmo tudo manifestado como diferentes formas de nós mesmos, e passamos a pensar, a falar e a agir de modo condizente com essa visão correta, tudo começa a voltar ao natural, a se equilibrar, a se tornar bonito para todos. Se eu posso observar da perspectiva de uma colher e pensar “Puta, eu era a colher! Que massa ser a colher! Que fantástico!” e tal, e aprender a ver a colher de um outro modo, com mais amor, mais respeito, com outra postura, por que não posso fazer isso em relação a todas as criaturas, a natureza, e tudo mais? “Puta, que fantástico ser aquele inseto! Nossa, só vou cuidar de todas as criaturas e todas as coisas, sempre! Não vou prejudicar ninguém, nada, jamais! Que massa isso, eu sou tudo! É tudo um só, que lindo! Vou amar e respeitar a todos, a tudo, cuidar de todos, de tudo! Puta, como é linda a vida, que coisa maravilhosa!”, hum?! ;)

Que todos os seres sejam felizes, sempre!

Samuel Pelegrini



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Twitter – Design em Prol da Sustentabilidade







Eu sigo o Twitter da minha querida Luisa Micheletti (brilha muito no VMB! ;]), e ontem ela twitou sobre o "Plano MTV – Sustentabilidade", e depois também vi no blog dela um banner indicando o Twitter do MTV Pública, e estava twitando a respeito de design e sustentabilidade (tema do até então último tweet deles) para eles há algumas horas atrás, e filosofando sobre o fato de o próprio Twitter ter tudo a ver com esse lance tão importante para o planeta, e achei que caberia um post a respeito aqui.

Como eu escrevi lá, o próprio Twitter é uma ferramenta de auxílio nesse tipo de ação. O curto limite de caracteres ajuda a aguçar nosso senso econômico, nos faz buscar alternativas para conseguir enviar em 140 caracteres a mensagem desejada, comprimida dentro do formato necessário, o que nos habitua a agir com sustentabilidade. Ou seja, o próprio Twitter é um exemplo perfeito de design em prol da sustentabilidade.

Talvez isso nem tenha passado pela cabeça de quem criou a rede de microblogs mais entupida e hypada (ou seria mais hypada e entupida?!) da paróquia, mas, de fato, ela se enquadra perfeitamente no exemplo. E se essa adaptação twital a esse senso econômico também se reflete em todas as outras nossas atividades (nem todas, espero! Heh), então é positivo sim, é um exemplo perfeito de sustentabilidade sim, quanto mais um Twitter específico, como é o @MTVPUBLICA.

Então, pra concluir, eu diria que sim, o Twitter é uma ferramenta que influencia nesse condicionamento que, pelo menos em relação à sustentabilidade, é realmente positivo. Só não sei se os professores e o povo que adora escrever horrores aprovam, mas a sustentabilidade agradece. E em espanhol ainda! Ela diz: "Muchas gracias, cabrones!" Não, aí essa parte do espanhol, essas duas últimas frases, já é mentira, palhaçada minha. Heh.

Mas vamos ligar o motorzinho da Consciência aí pra valer, hein, galera?! Criar o hábito de agir com sustentabilidade! Mais ainda que ela própria, é o planeta quem mais agradece! Sim, "quem", porque a Mãe Terra é viva, o planeta é vivo, já passou da hora de realizarmos isso e agirmos dentro dessa Consciência! Sim, com "C" maiúsculo, porque é Consciência Elevada, saca?! Assim como o nosso corpo tem pulmões, veias e artérias e etc., o planeta também: as florestas e todo o verde são os pulmões, os rios são as veias e artérias, e assim por diante. Chegou a hora de pensarmos no micro com a Consciência do macro. Chegou a hora de pararmos de acreditar que uma simples "açãozinha errada" individual não acarreta maiores problemas além dos evidentes problemas locais, circunstanciais. Assim como todas as células precisam conviver de modo organizado e harmônico para que todo o organismo funcione bem e sem deteriorar, também temos que conviver organizada e harmonicamente, pensando no que nossa visão objetiva capta do que estamos fazendo mas avaliando isso sob a ótica global, universal, cósmica - visão subjetiva e objetiva relativa. O sábio é aquele que vê a inação na ação, e a ação na inação, que vê o micro sob a ótica do macro, e vice-versa. O que há décadas atrás chamariam de utopia, está começando a se realizar aqui agora. Nós estamos aqui discutindo sustentabilidade, um modo efetivo de reverter toda a situação arrastada até então, e consequentemente caminhar para a Paz global.

A hora é agora, o lugar é aqui, e a mudança somos nós! E isso não é mero clichê político não – nós seremos lembrados futuramente como a geração que revolucionou os hábitos e costumes, que deu início a todo o plano de salvação do planeta, que assegurou o futuro da vida no planeta Terra! E também precisamos lembrar que todos os seres estão nessa. Não é só cuidar de quem gosta da gente, de familiares e próximos. É pensar em todos, principalmente nos que mais sofrem, nos pobres e necessitados, e nos animais, que também são como nós, apenas mais inocentes, em matrizes inferiores, mas reflexos do mesmo e único Amor (Deus) sublime e universal. E pensar na Mãe Natureza também, é claro. Se você acredita no Amor, o Amor de verdade, não o "amor" mundano, como as pessoas se acostumaram a chamar as paixões desenfreadas mundanas, mas sim o Amor sublime, incondicional, que a tudo transforma, a tudo pode sanar, então você acredita em Deus. Deus é Amor e o Amor é Deus. Até mesmo um chamado ateu ama ao menos a si mesmo ou a alguém. Não há uma criatura sem ao menos um único traço de Amor. Agir com sustentabilidade também é um ato de Amor. E é o Amor que vai mudar – já está mudando – o mundo.

Corações à obra, exército da renovação!

Com Amor,

Samuel Pelegrini



Imagem: guardian.co.uk

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Webchaos A.D.







Pensando em mudar essas cores do blog, mas ao mesmo tempo sem certeza se devo mexer...

Pensando em postar uns poemas, uns haikais e mais algumas coisas, já empoeiradas de tão acumuladas e há tanto tempo guardadas – e acumulando mais e mais, dia após dia... Mas aí eu penso que haikais são mais apropriados ao Twitter, três linhas, perfeito. Mas também penso que o blog – assim como minhas outras inúmeras paginas na web – está parado, às traças. Mas aí eu penso que está parado porque também não sei se devo ou não mudar as cores, o layout e tal... Aí eu penso em parar de pensar e em começar a fazer, mas aí continua sendo a mesma coisa, e corro o risco de acabar postando as coisas mais medíocres ou mesmo as mais horríveis que eu tenho, e dificilmente as boas... Aí a essa hora eu já nem enxergo direito também, e aí penso que ainda não fui atrás dos óculos, porque eu fico compondo, escrevendo, criando, mais e mais, nunca postando, mas sempre criando, nunca deixo de criar, crio tanto que acabo não indo atrás dos óculos...

Confuso, né? Não, não é. Não é questão de confusão. É questão disso não ser exatamente o que estou mais afim de fazer mesmo. E como o que quero mais fazer mesmo não está sendo viável AINDA, acabo não fazendo nada. E é aí que eu penso que devo então fazer alguma coisa, nem que não seja exatamente o que estou querendo, e então eu volto lá, no inicio desse raciocínio todo, pensando com meus trocentos “então“ que o blog tá parado e que eu devia postar... E então eu estou escrevendo este texto aqui agora, sem rumo, sem direção, apenas pelo exercício de escrever, pra desenferrujar mesmo, e também dar uma satisfação para meus dois ou três preciosos leitores a respeito da minha ausência.

Talvez o que fosse para ser uma explicação acabe fazendo tudo parecer ainda mais confuso do que se eu não estivesse escrevendo nem postando nada, mas, explicando ou confundindo ainda mais, ao menos é um texto, péssimo, medíocre, sei lá...mas é um post, o blog vai andar. Andou. Tá andando. E agora?

Tenho tantas coisas pra escrever e contar, mas minha mão ainda não está boa pra isso. Pra passar tudo pra cá. Porque eu escrevo a maior parte das coisas on the road, escrevo em algum papel qualquer que acho onde estou e uso como mero rascunho, e depois preciso passar pro Word e tal... Ultimamente tô escrevendo mais no computador mesmo, mas antes dificilmente o original era no computador, era sempre no papelzinho e na caneta, e então tem muita coisa acumulada pra encontrar, separar e desafogar, ir postando conforme der. Mas também tenho que revisar tudo, e depois digitar, e é aí que complica. Tive um problema na mão esquerda há algum tempo, ela chegou a atrofiar, atrofiou bem, ficou foda, não pude mover direito mais, não tava podendo tocar, e não tocando eu enlouqueço, porque o músico quando não toca enlouquece. O músico vem para se exteriorizar em forma de música, tocar para tudo que está ao seu redor. Se ele pára, ele pira. Entenderam agora por que eu pirei, meus caros vizinhos? Hehe. Então eu não tava – e não tô – podendo ainda escrever muito nem tocar pra valer mesmo, e nem fazer tudo mais que precise da mão esquerda. Mas quem disse que eu agüento ficar muito tempo sem exercer minha função criativa?

Mas agora a minha preciosa canhota já voltou a uns 70% do normal, thanx God. Ainda meio atrofiada se comparada à destra, mas já tá bem melhor que antes. Aliás, aqui, bem agora, ela já começa a sentir os efeitos da digitação, e não posso forçá-la, senão regride, e quero que fique boa logo. Vou cair pra Sampa, definitivamente. E vou tocar, tocar, tocar e tocar e tocar... Não só isso: Sampa me espera, São Paulo é o meu lugar. Em São Paulo eu sou eu na íntegra. Em São Paulo eu não paro. Aqui no interior eu tenho céu azul, natureza, ar puro e mil maravilhas naturais, tudo bucolicamente inspirador, mas tô enlouquecendo sem poder fazer o que eu mais amo, que é tocar e também todas as outras coisas ligadas às artes que eu não consigo viver sem estar fazendo o tempo todo.

E depois ainda sempre rola alguém que chega e pergunta: “Você não acha que você se expõe muito em seus textos?” Que textos se eu nem atualizo o blog?! E o mais impressionante: existe alguém que lê os meus textos! Que obviamente não é quem acha exposição, porque quem acha exposição na verdade gosta de criticar, nem curte ler. Mas há pelo menos alguém que lê. Crônicas, contos, relatos, poemas, haikais e blábláblás, e tem ao menos uma pessoa que lê... Muito obrigado, pessoa amada! É você que me estimula a ainda, ao menos de vez em quando, escrever e postar aqui. Esse post é pra você!

Uma boa semana a todos!

Samuel Pelegrini



sábado, 26 de setembro de 2009

Sem Partilha Não Há Revolução do Amor ou É Preciso Doar - Inclusive Órgãos e Tecidos!



Hoje, a primeira metade do meu dia estava sendo treva. Pura treva. Não vejo termo melhor para adjetivar. Problemas familiares, conflitos egóicos que as pessoas travam cegamente, e tudo basicamente relacionado a isso – ego -, sentimento de posse, apego, materialismo... Hoje em dia, até mesmo em nome de Deus as pessoas brigam e fazem guerra. O próprio Amor virou objeto de conflito e de todo tipo de sentimento contrário a ele. “Meu Deus é certo, o seu é errado!”, “minha religião, minha Escritura e minha interpretação é que estão corretas!”... “Eu”, “meu”, “minha”... Ego e sentimento de posse imperam. E com isso a falsa percepção de divisão surge, gerando sofrimento para inúmeras criaturas que acabam sendo esquecidas, como poeira no chão, pelos quatro cantos do mundo. O apego, o materialismo e até mesmo os maus pensamentos, as más palavras e as más ações se tornaram coisas corriqueiras para grande número de pessoas. O homem se distanciou completamente de sua verdadeira natureza – divina – e chegou a um ponto em que está aquém dos animais. Até mesmo os animais vivem em harmonia e de modo mais organizado e pacífico que o homem, que cada vez mais se destrói e, como se isso já não bastasse, também destrói por tabela tudo que está ao seu redor – e redor esse que cada vez mais se amplia -, em nome do ego, dessa visão ilusória, separatista, que não condiz com a realidade da unidade na diversidade – o que é um absurdo, pois, sendo o homem o topo da Criação, a única criatura capaz de sondar os meandros do coração e realizar essa verdade sobre sua própria natureza e sobre a natureza de todas as outras criaturas e todas as outras coisas, deveria, baseado nesta visão correta de unidade na diversidade, procurar ser um consolador para todos os que estão em posição inferior, e não o total oposto como infelizmente podemos ver atualmente.

Os animais, que não podem ter este nível de realização devido às suas matrizes inferiores, estão se saindo mais elevados que o homem, que é o único ser com autonomia para ter uma Consciência elevada. Ego, raiva, ciúme, apego, materialismo e todo e qualquer sentimento inferior e de posse é de natureza animal, não humana. Mas hoje vemos os animais se saindo melhores que o homem. O termo “humano”, que vem do sânscrito “manava”, que significa “sem divergência”, “que conduz sua vida sem sentimento de divergência”, talvez nem pudesse mais ser usado para designar os homens. São homens sim, mas seres humanos não. Porque se ser humano é conduzir a vida sem sentimento de divergência, a chamada humanidade está longe disso atualmente. De humana nossa raça não tem mais nada. Ou quase nada.

Porque ainda há, em pleno olho do furacão, pessoas que são um verdadeiro bálsamo para as todas as feridas alheias, como anjos (e realmente são) engajados em aliviar o sofrimento alheio da maneira que puderem. Pessoas capazes de se abster de si mesmas para cuidar dos outros, principalmente dos pobres e dos necessitados. Pessoas que são o verdadeiro “sal da terra”, que não deixam a frieza “humana” dos dias em que vivemos congelar completamente os corações. Pessoas que sempre estão fazendo um diferencial, que são a própria mudança esperada, a salvação dos que já se viam desesperados, já sem a esperança de uma mão amiga que possa se estender a eles. E uma dessas pessoas é a linda (em todos os aspectos) VJ Luisa Micheletti, responsável por esta segunda metade do meu dia ser completamente diferente do que estava sendo. Fui dar um pulinho lá no blog dela pra ver se tinha algum post novo, e tinha, e tão especial que lavou a minha alma, fez as trevas se dissiparem com sua luz, e o dia até então triste se tornar o mais ensolarado. Explico:

Amanhã, 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. E o apego, muitas vezes até por caráter religioso, é obviamente o maior empecilho para que pessoas precisando de órgãos sejam beneficiadas com os simples - porém tão importantes para elas - restos mortais dos corpos de familiares que não estão dispostos a autorizar a doação. Por isso a importância de se tornar doador o quanto antes, porque um dia, assim como veio, o corpo vai, e aqueles simples restos mortais já inúteis para o “morador” que deixou do corpo, podem ser a salvação para outros que ainda têm chance de continuar entre os vivos (não vejo como ser mais claro). E é exatamente sobre esse desapego necessário e a importância de ser doador o post da Luisa, que você pode ler aqui, ó:


Foi então que imediatamente decidi me engajar também, criando este post e divulgando a campanha.

A Luisa falou tudo no texto dela (jóias de pura auto-realização como, por exemplo: “A compaixão é um sentimento sofisticado”), perfeito, não ousaria querer acrescentar algo ao que ela escreveu, porque não faltou nada, é um texto maravilhoso, vale a pena ler e se engajar MESMO. Mas, gostaria apenas de mexer um pouco nesse “vespeiro” chamado religião. Porque muitas pessoas, acreditando na necessidade de se preservar o corpo, são contra a doação de órgãos. Até mesmo por isso que as pessoas que não seguem esse pensamento religioso não devem deixar de doar, porque são as que mais podem fazer a diferença.

Para os que acreditam na necessidade da preservação do corpo, não tenho muito o que dizer, a não ser que não faz sentido deixar de ser doador, de beneficiar outras pessoas, visando querer garantir que um corpo inerte vá pra debaixo da terra com todos os órgãos, onde vai apodrecer mesmo, e que também estudem as Escrituras de suas religiões. Mas é um assunto muito vasto, sobre o qual seria necessário discorrer por longos e muitos textos. Não é de hoje que sabemos que não somos o corpo, nem mesmo a mente, o intelecto ou mesmo a “alma individual”. Aquele que somos está além do físico e da mente, do funcional. Até mesmo muitos médicos hoje em dia andam tendo experiências fora do corpo e afirmam que a consciência independe do corpo. Na verdade, não somente isso: tanto o corpo quanto toda a natureza, todo o planeta e todo o universo são meros objetos inertes sem a presença da Consciência Toda-Penetrante. Como as lâmpadas, que só funcionam enquanto a eletricidade corre pelas fiações. Sem a eletricidade as lâmpadas são meros bulbos inúteis.

O assunto “ressurreição da carne” também é motivo de tabu e de preconceito para muitos. São Paulo fala sobre a ressurreição como um renascimento ainda em vida, uma mudança de atitude completa, a “aniquilação” do velho homem e o nascimento de um novo, a exemplo do que Buda também realizou sinceramente em vida quinhentos anos antes de Cristo. Aniquilar o ego e se tornar uma pessoa vivendo plenamente em Amor, ou seja, em Deus. É algo independente do corpo, que a pessoa pode e deve procurar fazer ainda em vida, tomar essa atitude, “aniquilar” a pessoa egóica e “nascer de novo” como essa pessoa de Amor, de Compaixão, que obviamente passa por esse dever, essa obrigação de desapego. Jesus também falou sobre não dar tanta importância ao corpo, que um dia vai, mas sim para a alma, que permanece. E eu poderia ficar aqui escrevendo sobre isso até tornar o texto algo imenso e cansativo de ser lido como já deve estar ficando. Hehe.

Mas, imagine só: um pedaço de seu corpo - que nem é seu, porque você não veio nem com o corpo, você o assumiu conforme se formou no ventre materno, mas nem é seu, você terá de deixá-lo, mais cedo ou mais tarde, e você vem de mãos vazias e vai de mãos vazias –, um corpo que não vai mais servir pra lhufas, pode salvar a vida de outro que ainda não partiu! Por que cultivar a mentalidade egoísta de querer que seja enterrado completo um corpo que vai apodrecer e retornar a compor a terra mesmo, se um simples órgão dele pode salvar uma criatura que ainda pode continuar vivendo e com maior qualidade de vida? Você não vai precisar do corpo, esqueça essa conversa de necessidade de preservar o corpo por causa de ressurreição. Até porque, se você acredita que Deus ressuscitará os mortos fazendo que voltem com os mesmos corpos que utilizavam nesta vida, você também tem que acreditar que Ele é capaz de regenerar aqueles corpos putrefatos, inclusive repondo quaisquer órgãos que por ventura possam estar faltando, certo? Então! Tá esperando o que?! Clica aí no selo da campanha, ao lado, e veja como você pode participar!


Samuel Pelegrini



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

The Timeless Sound of the Constant Now [EP] & Dire[c]to [EP]



Two EPs uploaded on Skelter's MySpace [click here]:

The first Skelter's new crop's electronic journey, a live freestyle recording called "Dire[c]to" [2008], and Skelter's brand new stuff called "The Timeless Sound of the Constant Now" [2009].


The tracklists:

"The Timeless Sound of the Constant Now"

1. Anilina
2. Glock
3. OK Long Play
4. Reverse Technology
5. Citycrosser


"Dire[c]to"

1. Subterranean Mystical Ville
2. Pulsing Dawn
3. Monday Night Dub
4. Vexperah
5. Elastic Laser


"Dire[c]to" sounds dirty, it's practly non-produced - a freestyle live set of this Skelter's new Glitch-Grime'N'Dubstep crop, mostly dub here.

"The Timeless Sound of the Constant Now" sounds different but still loud - Skelter's new Psychedelic Punk Dub stuff musically translated as his self-labeled Glitch-Grime'N'Dubstep style is undoubtly a step ahead of the first EP.